painel — zsh — 80×24

concorde@painel ~ % painel --sobre

787 personas sintéticas para discovery de produtos bank | fintech.

Um painel da população bancarizada brasileira, calibrado com dados públicos (IBGE, Bacen), que responde perguntas de pesquisa em 1ª pessoa — direto no seu Claude. Teste conceitos, explore segmentos e ouça objeções antes de gastar com pesquisa de campo.

erro médio 3,3 pp vs pesquisa de campo real — 6x menor que o GPT-5.6 e 3,7x menor que o Gemini.

→ instalar o conector   → como usar

veja funcionando

Uma conversa real com o painel — e o que acontece por trás enquanto ela rola:

claude — focus group com o painel
consultando o Painel Sintético…

por trás, no painel

filtro aplicado: Classe C + dívida ativa
137 personas casam → sorteio da amostra
extraindo ficha completa…
PERS_132 · Thiago — 32 anos, vendedor (CLT), Recife/NE
renda familiar R$ 2.925 · Caixa + Nubank · dívida ativa R$ 6.873
Android de entrada · Pix 60% dos pagamentos
fatos do segmento anexados, com fonte:
85,1% dívida no cartão 42% negativado há 10+ anos 18,6% não consegue quitar 86% usa Pix
resposta gerada só com o que o segmento sustenta

O painel sintético concorde é um painel de 787 personas sintéticas do consumidor bancário brasileiro, calibrado com dados públicos do IBGE, Bacen e ABEP, que responde perguntas de pesquisa em primeira pessoa dentro do Claude — com erro médio de 3,3 pontos percentuais contra pesquisa de campo em perguntas de atitude do consumidor. Entenda o que é uma persona sintética →

para que serve

Triagem de discovery pré-campo. A fase cara de errar: validar se um conceito faz sentido, para quem, com que objeções — antes de desenhar a solução e antes de gastar com pesquisa de campo. O painel deixa você rodar um focus group sintético em minutos: sorteia um recorte da população, apresenta a ideia, e cada persona reage ancorada nos dados do próprio segmento.

O que ele não é: o painel não substitui pesquisa primária com pessoas reais nem teste A/B em produção. Ele é a etapa barata que vem antes. A promessa não é "pesquisa instantânea", é saber o que perguntar a gente de verdade antes de gastar dinheiro perguntando.

validado contra pesquisa real

Erro médio absoluto contra as mesmas perguntas de pesquisa publicada: Painel Concorde 3,3 pp · Gemini 3.1 Pro 12,0 pp · GPT-5.6 19,5 pp. Os modelos crus responderam direto, sem painel e sem busca. O painel erra 3,7x menos que o Gemini e 6x menos que o GPT.

Três backtests contra pesquisas reais publicadas. Em cada um, 100 personas sorteadas do painel, classificadas com temperatura 0 (reproduzível), comparadas ao benchmark equivalente.

Esses números saem do mesmo mecanismo que você pode rodar: a ferramenta preparar_pesquisa faz um fan-out isolado — uma persona por vez, sem uma influenciar a outra — e a distribuição é contada no seu próprio Claude, com um seed para reproduzir. → veja como rodar uma pesquisa você mesmo

Backtest 1: idwall 2025 (atitude sobre banco digital)

Estudo idwall de Experiência Digital 2025, amostra nacional ponderada por IBGE.

Pergunta de atitude do consumidoridwallPainelErro
Pretende manter ou aumentar o uso de bancos digitais84,9%86,0%1,1 pp
Rapidez do cadastro é o fator nº 1 na abertura de conta51,4%49,0%2,4 pp
A casa é o lugar mais seguro para acessar o banco68,5%74,0%5,5 pp

Erro médio absoluto de 3,0 pp nas perguntas de atitude e intenção. As três respostas ficam a poucos pontos percentuais do benchmark (todas dentro de 6 pp).

Backtest 2: Reclame AQUI 2026 (crise de solvência)

Pesquisa Reclame AQUI de março de 2026 (n=2.073), durante a crise de confiança em bancos digitais. Pergunta de atitude sobre o maior medo do consumidor.

Atitude do consumidorReclame AQUIPainelErro
Medo de a instituição quebrar e perder o dinheiro (liquidez)35%39%4 pp

Segunda fonte independente, a mesma direção do idwall: numa atitude de confiança institucional, o painel adere a poucos pontos.

Backtest 3: BCG e Nubank 2023 (segurança financeira por classe)

Estudo "Beyond Access" (BCG e Nubank), survey com a população brasileira, outubro de 2023 (n=2.000). O headline do estudo: mais de 70% dos brasileiros não se sentem seguros nem incluídos financeiramente. O painel, de forma independente, chega a 78%.

E vai além do agregado. Sem nenhuma quebra por classe no benchmark, o painel reproduz sozinho o gradiente social da insegurança financeira, com o penhasco caindo entre a classe B e a C:

ClasseSe sente inseguroAmostra
Classe A5%n=22
Classe B20%n=30
Classe C77%n=30
Classe D/E80%n=30

Amostra estratificada por classe, temperatura 0. O gradiente é output do painel (o benchmark não tem quebra por classe): evidência de que a heterogeneidade vem da estrutura de dados, não da criatividade do modelo. O agregado de 78% citado acima é ponderado pela distribuição real da população (majoritariamente C e D/E), não a média simples destas linhas; por isso esta quebra usa amostra estratificada, com n por classe distinto das 100 personas dos backtests 1 e 2.

Uma nota sobre o recorte: nos três estudos, o painel é comparado nas perguntas de atitude e percepção, que é o que ele foi construído para responder. Perguntas que dependem de experiência vivida (ter sido vítima de fraude, satisfação após um atendimento) ficam fora de propósito. O painel aponta onde confiar, e é isso que a fronteira de confiança delimita.

o controle: e se for só o LLM?

Se um modelo de fronteira chuta tão bem quanto o painel, a arquitetura não vale nada. Então rodei o controle: as mesmas perguntas dos benchmarks acima, respondidas direto pelo Gemini 3.1 Pro e pelo GPT-5.6, sem painel, sem persona, sem busca na internet, temperatura 0. Só o prior do modelo contra a pesquisa real.

PerguntaRealPainelGemini 3.1 ProGPT-5.6
Mantém ou aumenta o uso de bancos digitais84,9%86%84%85%
Rapidez do cadastro é o fator nº 151,4%49%18%25%
A casa é o lugar mais seguro para acessar68,5%74%65%90%
Medo de a instituição quebrar (liquidez)35%39%45%65%
Erro médio absoluto3,3 pp12,0 pp19,5 pp

O painel erra 3,7x menos que o Gemini e 6x menos que o GPT nas mesmas perguntas. O caso do cadastro é o mais revelador: a pesquisa diz 51,4%, o painel disse 49%, e os dois modelos mais capazes do mundo erraram por 26 a 33 pontos. Eles não têm esse prior do mercado brasileiro. O painel tem o dado.

No headline do estudo BCG e Nubank, a diferença fica ainda mais clara:

Não se sente seguro e/ou incluído financeiramenteResultado
BCG e Nubank (pesquisa real)mais de 70%
Painel Concorde78% · dentro
Gemini 3.1 Pro55% · fora
GPT-5.660% · fora

E os números dos modelos secos não fecham entre si. O Gemini estima que 45% dos brasileiros se sentem seguros e incluídos ao mesmo tempo, mas que só 31% se sentem seguros. Não existe população assim: a interseção não pode ser maior que a parte. O GPT comete o mesmo erro (30% contra 25%) e ainda erra a soma (60 + 30 = 90). O painel não consegue produzir isso, porque cada número vem de contar personas uma a uma, não de estimar de cabeça. Coerência aqui é subproduto da arquitetura, não sorte.

a fronteira de confiança

Um resultado sintético que sai rápido não é prova de nada. O que faz do painel uma ferramenta honesta é ele saber onde confiar e onde não. A régua é o tipo de pergunta:

Inferível ✓a resposta se infere do contexto de segmento: prioridades, objeções prováveis, atrito de onboarding, compreensão de conceito, linguagem que cola ou não, tradeoffs. Seguro para pressão direcional.
Só-humano ✗a resposta exige estado vivido: satisfação, incidência (já foi vítima?), dano, comportamento passado real, intensidade emocional, confiança depois de uma experiência. Não pergunte a uma persona sintética.

Por isso o painel tem uma triagem: antes de rodar, a pergunta é classificada em inferível, arriscado ou só-humano — e essa classificação acontece localmente, no seu Claude (a pergunta não trafega pelo servidor), transformando seus pontos cegos no roteiro da pesquisa que você vai levar para pessoas reais. É o que os três backtests acima mostram na prática: o painel acerta em atitude e intenção, e erra onde a resposta pedia experiência vivida.

o teto dos dados públicos — e o que viria depois

Esta plataforma é uma prova de conceito da arquitetura e da viabilidade: demonstra que pesquisa sintética pode ser rápida, governável e escalável usando apenas dados públicos (IBGE, Bacen, ABEP, reviews abertos). Mas dado público tem um teto de acurácia — ele descreve a população, não os seus clientes.

Para subir de nível, o mesmo motor seria calibrado com os dados privados que uma empresa já tem:

NPS + comentáriosa nota diz quanto; o verbatim do comentário diz por quê — vira "voz" ligada ao segmento certo
CSAT por jornadasatisfação medida no ponto exato do atrito, não na média geral
histórico de conversaschats de suporte e SAC: a linguagem real do cliente, dor por dor
dados de uso do appo que as pessoas fazem (não o que dizem que fazem): funis, abandono, frequência

A arquitetura já está pronta para isso — fatos, vozes e instituições são camadas plugáveis com filtro determinístico. Trocar a fonte pública pela privada não muda o motor; muda a resolução: de "brasileiro Classe C endividado" para "cliente seu, do segmento X, que abandonou o funil no passo 3".

por que não é "pedir pro LLM simular 700 pessoas"

Se você pedir a um LLM para emular 700 pessoas, elas saem muito parecidas. Isso não é opinião — é resultado replicado na literatura:

É esse o lado parcialmente determinístico do painel: as personas são diferentes porque foram construídas para ser diferentes — cada uma ligada por filtro exato aos fatos reais do seu segmento, não à criatividade do modelo. A heterogeneidade vem da estrutura:

personas787 perfis com atributos tipados (classe, região, renda, banco, dívida…). A persona aponta para o dado, não o duplica
fatoscada estatística é uma nota atômica ligada às personas por filtro determinístico — atualizar um ponto propaga para todas
vozesverbatim reais de consumidores reutilizados por dor/tema: uma entrevista real alimenta N personas do mesmo perfil
instituiçõesfichas de bancos com volumetria e reviews de app como proxy do atrito de uso

O grounding — cruzamento determinístico, não-LLM — monta o contexto de cada persona a partir dessas camadas. Cada persona responde em contexto isolado, condicionada só nos próprios atributos. Toda resposta é rastreável até o dado-fonte. Não existe prompt escrito à mão por persona.

E é isso que torna o painel escalável e governável: se o mundo bancário mudar amanhã — nova taxa, novo golpe, um banco comprado por outro — eu não preciso reescrever 787 personas. Atualizo ou anexo um fato, re-rodo o cruzamento, e a mudança se propaga automaticamente para todas as personas cujo segmento aquele fato atinge. Um ponto de atualização, N personas atualizadas, com trilha de auditoria.

experimente em 2 minutos

claude — conversa
# depois de instalar o conector, peça ao Claude:
> Estou fazendo discovery de um app de renegociação de dívidas.
  Sorteie 6 personas Classe C com dívida ativa e me diga como
  cada uma reagiria — com as objeções de cada perfil.

→ passo a passo de instalação